Amanaçu: 13 contos de Paulliny Tort

A partir de 7 de agosto, escritora publicará as narrativas que compõem seu novo projeto literário

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Voyage dans l’Amerique Meridionale (prancha 13), de Pitois-Levrault (1847)

Se eu tivesse de escolher entre o céu e o inferno, escolheria Buriti Pequeno.

E agora sou cicerone dessa cidade, onde se passam os 13 contos do meu novo projeto literário, Amanaçu. Eu poderia tê-los publicado em um livro, mas decidi fazer uma experiência inusitada: durante 13 semanas, publicarei os contos de Amanuçu em diferentes plataformas digitais, com livre acesso para leitura e escuta. Ao longo desse tempo, também publicarei pós-escritos aos contos e curiosidades sobre meus processos de criação. A ideia é que possamos avançar pelas ruas e pelos morros de Buriti Pequeno construindo espaços de leitura.

As impressões das minhas muitas andanças pelo interior de Goiás, que vi se transformar drasticamente nos últimos vinte e cinco anos, foram a tônica dessa coletânea de contos. Amanaçu é, portanto, retrato de um Brasil ainda pouco conhecido e quase ausente nas páginas da literatura. Por isso, precisei prestar atenção em cada pedra, cada bicho, cada mangueira no quintal de Buriti Pequeno. Porque é nessa cidadezinha encravada no cerrado que vida e morte se misturam para dar vazão a personagens extraordinárias, como a curiosa que faz partos e abortos com igual fé na virgem Maria. Buriti Pequeno assiste à resistência de seu último sineiro, à gravidez da indígena Matxa e à letargia dos espectros que fumam crack às margens do rio. Por 13 semanas, permaneceremos, eu e você, ao lado dessa gente.

O primeiro conto de Amanaçu se chama carne de paca e será publicado na próxima sexta-feira, dia 7 de agosto, nos seguintes canais:

1. São Paulo Review (contos)

2. Medium (contos, pós-escritos e curiosidades)

3. Wattpad (contos)

4. Blog Études Lusophones (contos)

5. Spotify e outras plataformas de streaming (audiocontos)

As publicações serão feitas todas as sextas-feiras até o dia 30 de outubro. Uma excelente oportunidade para que você possa conhecer a minha escrita e eu, a sua leitura. Sendo esta uma proposta de publicação para lá de independente, conto com seu apoio no espalhamento desses textos: indique, compartilhe, divulgue. Caso queira propor um debate ou discussão sobre algum conto que a/o tenha impactado, ficarei contente em participar. Por ora, agradeço à generosidade do amigo, escritor e editor Alexandre Staut, que tão lindamente conduz a São Paulo Review e me abriu esse espaço. Espero por você no dia 7 de agosto.

Paulliny Tort é jornalista e escritora de ficção. Seu romance de estreia, Allegro ma non troppo (Oito e Meio, 2016), foi finalista do Prêmio Oceanos de Literatura. Atualmente, produz e apresenta o podcast Sem Papas — Literatura para novos tempos.

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